sábado, 4 de outubro de 2014

O exuberante Exército de Terracota

Um exército de cerca de 6 mil esculturas de homens e cavalos enterrado junto com o imperador Qin em perto do ano 2109 a.C e descoberto somente em 1974 ao acaso. A fantástica história dos Guerreiros de Terracota leva uma multidão de turistas a Xi’An — alguns chegam apenas a descer no aeroporto ou na estação de trem, fazer a visita e retornar no mesmo dia.
Para conhecer há basicamente duas maneiras: por conta, usando o transporte público ou de excursão. Optei pela segunda porque achei mais garantido uma vez que havia passado muitos perrengues em Xi'An. Nos hotéis, há representantes de agências locais oferecendo pacotes.

No Ibis, fechei com a Shengtrip. Custou 550 yuans e incluiu guia falando inglês, entrada e almoço sem bebidas. À parte, você pode pagar para o carro elétrico levar da entrada do parque até os galpões (custa 5 yuans por pessoa e só tem na ida, mas, como o caminho é curto, não vale a pena). A gorjeta, claro, não está inclusa no valor do pacote. Eu havia lido que não se dava (chegando até a ser proibido) dar gorjeta na China, mas, ao fim do passeio, a guia do meu grupo insistiu muito, de uma maneira coerciva, e ficou muito brava, porque não demos.
Trabalhadores na fábrica de miniaturas dos guerreiros
Meu grupo tinha seis pessoas (três de Los Angeles, EUA, e um casal da Suécia). Uma van confortável nos buscou no hotel, ficando todo o dia conosco. O trajeto de ida leva cerca de meia hora até a primeira parada na fábrica de miniaturas dos guerreiros, onde fomos recebidos por um funcionário que explicou o processo de fabricação e dos móveis típicos. 

Ficamos por volta de 45 minutos entre a visita guiada em inglês e tempo para ver a loja e comprar. De lá seguimos para o parque construído para receber os turistas aos guerreiros de terracota. É bastante amplo, com restaurantes e lojas.

A guia nos acompanha por todo passeio dando explicações sobre cada parte — a guia era chinesa e o inglês dela não era fácil de entender, nem a família dos Estados Unidos a entendia.

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Ao chegar ao parque, paramos em uma loja onde se vende o livro com a história do local e o fazendeiro que achou os guerreiros fica a postos para autografar e tirar fotos, mas você só pode fazer a foto, se comprar o exemplar. Eu tentei tirar foto dele e tomei bronca.

São três galpões com aquela que é considerada a mais importante descoberta arqueológica do século passado. Para chegar aos galpões, meu grupo optou pelo carro elétrico, o que é uma bobagem, já que o tíquete é só da ida e percurso não é longo. Porém, como todo mundo foi, tive de ir também.


A visita começa pela parte mais impressionante. É um galpão enorme e, quando você (e mais centenas de pessoas) entra, dá de cara com o exército de frente. Há uma separação, lógico, mas dá para ver bem. São seis mil soldados e cavalos, enormes e com feições diferentes porque retratam o exército de Qin.

Seguindo o curso, os turistas são direcionados a caminhar pela lateral do galpão, onde estão à mostra mais exemplares, com paradas para a guia dar explicações.

O último galpão, o 3, não tem exército de pé. Eles ainda estão enterrados. Calcula-se que existam cerca de mil peças ali. É possível apenas ver algumas peças quebradas, que já foram escavadas.

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Todas as peças erguidas foram restauradas. Depois de tantos séculos embaixo da terra, elas estão quebradas e diversos funcionários trabalham para montá-las. É um ofício muito delicado que a China parece estar levando bastante a sério. Afinal, a região dos guerreiros passou de pobre e desconhecida para faturar altas cifras com turismo.
No galpão 3, há cerca de mil guerreiros ainda enterrados
O tour termina com almoço em um restaurante chinês. Como de costume, pratos variados são colocados no centro giratório da mesa e da um vai pegando a porção que quer. As bebidas foram cobradas à parte, custando cerca de 30 yuans cada. Dali até o hotel levou pouco mais de uma hora.

Existe uma linha de ônibus que chega até a porta do parque. É preciso se informar no escritório de turismo e ter em mente que o trajeto demora cerca de 1,5 hora. A entrada do parque custa 150 yuans e é possível contratar guias que falam inglês ali mesmo. Sai mais em conta, com certeza. 

Informações práticas

Quando fui: setembro de 2014
Hotel que fiquei: Ibis
O que achei do hotel: Padrão Ibis, mas não recomendo. Os recepcionistas não falam inglês e ele fica meio longe do centro, sendo preciso tomar táxi para chegar (ou andar uns 30, 40 minutos). 

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